A Decisão de Ulisses
Não vai morrer no paraíso agora
nem ouvir de novo
os alaúdes do paraíso entre as oliveiras,
pelos claros lagos sob os ciprestes. O tempo
começa agora, em que ouve novamente
aquele pulso que é a narrativa do
mar, ao amanhecer, quando sua atracção é mais forte.
O que nos trouxe aqui
nos levará embora; o nosso navio
balança na matizada água do porto.
O feitiço acabou agora.
Devolve-lhe a sua vida,
o mar que pode avançar apenas.
Louise Glück poems | Poemhunter.com
The World's Poetry Archive, 2004.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa