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Vita Nova

Salvaste-me, deverias lembrar-te de mim.  A primavera do ano;  jovens homens comprando bilhetes para as balsas. Riso, porque o ar está cheio de flores de macieira.  Quando acordei, apercebi-me de que era capaz do mesmo sentimento.  Lembro-me de sons assim na minha infância, risos sem motivo, simplesmente porque  o mundo é belo, algo de parecido.  Lugano. Mesas sob as macieiras. Marinheiros erguendo e baixando as bandeiras coloridas. E na beira do lago, um jovem lança o seu chapéu à água; talvez a sua amada o tenha aceitado.  Cruciais sons ou gestos como uma trilha definida antes dos assuntos maiores  agora inutilizados, enterrados.  Ilhas à distância. A minha mãe segurando um prato de bolinhos -  tanto quanto me lembro, não mudou em nenhum detalhe, o momento vivido, intacto, nunca tendo sido exposto à luz, de modo que acordei exultante, na minha idade faminta pela vida, totalmente confiante -  Perto das mesas, manchas de relva nova,...