o grande vagabundo
sempre fui um idiota natural gostava de me deitar na cama em camisola interior (manchada, de claro) (e com buracos de cigarro) sapatos fora garrafa de cerveja na mão tentando livrar-se de uma noite difícil, digamos com uma mulher ainda por perto gatinhando pelo chão queixando-se disto e daquilo, e eu daria um arroto e diria: "Ei, não GOSTAS DISTO? ENTÃO PÕE O TRASEIRO FORA DAQUI!" Eu realmente amava-me, realmente amei o vagabundo de mim próprio, e ambos pareciam também: saindo sempre mas quase sempre regressando. Charles Bukowski poems | Poemhunter.com The World's Poetry Archive, 2004. Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa