Olha, estrangeiro, para esta ilha agora
27 _____ Olha, estrangeiro, para esta ilha agora A luz saltitante descobres para teu deleite, Aqui permanece E em silêncio fica, Que pelos canais do ouvido Podes vagar como um rio Na oscilação do mar. Aqui na pausa final do pequeno campo Onde na espuma cai a parede de cal, e suas altas saliências Se opõem à bravura E ressaca da maré, E os seixos correm levados pela rebentação, e as gaivotas se abrigam Por um momento em seu penhasco. Longe como sementes flutuantes os navios Divergem em urgentes tarefas voluntárias; E toda a visão completa Podem em verdade penetrar E mover-se na memória como agora fazem estas nuvens, Que atravessam o espelho do porto E durante todo o verão passeiam pela água. Novembro de 1935 W. H. Auden | Selected Poems, New Version Editado por Edward Mendelsen Vintage Books, Random House, 1979. Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa