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Olá, como estás?

este medo de serem o que são: mortos. pelo menos não estão na rua,  têm o cuidado de ficar em casa, essas loucos de pele macilenta que se sentam sozinhos diante dos seus aparelhos de TV, as suas vidas cheias de enlatados e mutilados risos. o seu bairro ideal de carros estacionados de pequenos relvados verdes de pequenas casas as portinhas que abrem e fecham enquanto os seus parentes os visitam durante as férias as portas fechando-se por trás dos moribundos que morrem tão lentamente atrás dos mortos que ainda estão vivos no seu bairro médio tranquilo de ruas sinuosas de agonia de confusão de horror de medo de ignorância. um cão parado atrás de uma cerca. um homem em silêncio à janela Charles Bukowski poems | Poemhunter.com  The World's Poetry Archive, 2004. Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa