Demónio
Um jovem tem medo de seu demónio e às vezes coloca a mão sobre a boca dele... D. H. Lawrence Mencionei o meu demónio a um amigo e o amigo nadou em óleo até mim e gorduroso e enigmático disse-me, "Estou a pensar pendurá-lo num gancho. Já o penhorei anos atrás." Quem o compraria? O demónio penhorado, Amarelecido com o esquecimento e pendurado pela garganta? Tire-o do gancho, meu amigo, mas cuidado com a dor que vai voar da sua boca como um pássaro. O meu demónio, frequentemente despe-se, frequentemente trago um crucifixo, frequentemente deito à água uma margarida morta frequentemente é a criança que dei à luz e depois abortei, sem nome, sem nome... sem terra. Ó demónio interior, tenho medo e raramente levo a mão à boca e cozo-a tapando-te, sufocando-te longe dos olhos do voyeur público das teclas da minha máquina de escrever. Se deveria penhorar-te, que ouro valerias, que centavos, nadando em beijos de cobre, que ave rumando ao perecer? Não. Não. Aceito-te, v...