Os Sonolentos do Vento
Mais brancos do que a crosta pela maré abandonada, somos feridos pela areia e as conchas quebradas. Não mais dormimos ao vento - acordamos e fugimos pelo portão da cidade. Despedaçar - despedaçam-nos num altar, retiram as rochas do penhasco, empilham-nos com pedras brutas - Não mais dormimos ao vento, que nos aquieta. Cantamos num lamento nunca em salões, andamos em círculo e brindamos com uma canção. Quando o fragor de uma onda cai sobre o vento, espalha palavras solutas de gaviões e gaivotas e aves marinhas que gritam discórdias. Sea Garden (1916) Collected Poems (1925) H. D. Collected Poems 1912-1944 Edição de Louis L. Martz New Directions Paperbook 661, 1986. Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa