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Naturalmente é noite. Sob o alaúde tombado com a sua Única corda sigo o meu caminho Com um esdrúxulo som. Por aqui há poeira, por ali há poeira. Escuto os dois lados Mas sigo em frente. Lembro as folhas sentadas em julgamento E depois o inverno. Lembro a chuva com o seu feixe de estradas. A chuva tomando todas as suas estradas. Em lugar algum. Jovem como sou, velho como sou, Esqueço o amanhã, o homem cego. Esqueço a vida entre as janelas veladas. Os olhos nas cortinas. A parede Crescendo através da eternidade. Esqueço o silêncio A dona do sorriso. Isso deve ser o que pretendia fazer, Seguindo à noite entre os dois desertos, Cantando W. S. Merwin poems | Poemhunter.com The World's Poetry Archive, 2004. Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa