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Músicos de Rua

Um morreu e a alma foi arrancada Do outro em vida, que, andando pelas ruas Envolto numa identidade como um casaco, vê sem parar Os mesmos cantos, volumetrias, sombras Sob as árvores. Mais longe do que qualquer já foi Chamado, através de ares cada vez mais suburbanos E caminhos, com o Outono a cair sobre tudo: A pelúcia deixa os bens em barris De uma família obscura a ser despejada Da maneira que era, e é. O outro bloqueou Os vislumbres do que o outro estava a fazer: Por fim revelações. E passaram a odiar-se e esquecer-se. Então embrulhei este vulgar violino que sabe Apenas melodias esquecidas, mas discute A possibilidade de declamação livre ancorada Num refrão monótono, o ano a girar sobre si Em Novembro, com os espaços entre os dias Mais literais, a carne mais visível no osso. A nossa questão do lugar de origem paira Como fumo: como fizemos piqueniques em pinhais, Em enseadas com a água sempre a subir, e deixámos O nosso lixo, esperma e excrementos por todo o l...