Poema de Amor
Há sempre algo para ser feito de dor. A tua mãe tricota. Faz cachecóis em todos os tons de vermelho. Eram para o Natal, e mantinham-te aquecido enquanto se casava e voltava a casar, levando-te consigo. Como tal poderia resultar, quando todos aqueles anos guardou o seu coração de viúva como se os mortos voltassem. Não admira que sejas como és, o medo de sangue, as tuas mulheres, paredes de tijolo uma após outra. Louise Glück poems | Poemhunter.com The World's Poetry Archive, 2004. Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa