De Novo e de Novo e de Novo
Disseste que a raiva voltaria assim como fez o amor. Tenho um olhar negro de que não gosto. Uma máscara que experimento. Migrei para ele e o seu sapo senta-se em meus lábios e defeca. É velho. É também um mendigo. Tentei que continuasse a fazer dieta. Não lhe dou nenhuma unguento. Há um bom visual que utilizo como um coágulo de sangue. Tenho-o costurado no meu seio esquerdo. Fiz disso uma vocação. A luxúria tomou conta dele e coloquei-te a ti e à tua criança no meu mamilo certo. Oh a escuridão é assassina, o mamilo está a transbordar de leite e cada máquina está a trabalhar e vou-te beijar quando fizer em pedaços uma dúzia de novos homens e vais morrer de alguma forma, de novo e de novo. The Complete Poems | Anne Sexton Prefácio de Maxine Kumin Houghton Mifflin Company Boston, 1981. Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa