Nostos
Havia uma macieira no quintal - Isso teria sido quarenta anos antes - apenas prados, antes. Montes de açafrão na relva húmida. Estive de pé nessa janela: o último Abril. Flores primaveris no quintal do vizinho. Quantas vezes, realmente, a árvore em flor no meu aniversário, o dia exacto, não antes, não depois? Substituição do imutável pela mudança, a evolução. Substituição da imagem pela terra implacável. Que sei eu sobre este lugar, o papel da árvore por décadas ocupado por um bonsai, vozes subindo dos cortes de ténis - Campos. Odor da relva alta, corte novo. Como se espera de um poeta lírico. Olhamos para o mundo uma vez, na infância. O resto é memória. Louise Glück poems | Poemhunter.com The World's Poetry Archive, 2004. Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa