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Jacinto

1 É essa a atitude para uma flor, ficar de pé como um clube a caminhar; pobre rapaz morto é essa a maneira de mostrar gratidão para com os deuses? Brancas com corações coloridos, as altas flores balançam à tua volta, os outros rapazes Abrem-se como violetas na primavera fria.  2 Não havia flores na antiguidade mas corpos de rapazes, pálidos, perfeitamente imaginados. Assim, os deuses assumiram com saudade  a forma humana No campo, em Willow Grove, Apolo dispensou os cortesãos. 3 E do sangue da ferida a flor brotou, como lírio, mais brilhante do que a púrpura de Tiro. Então o deus chorou: essa dor vital inundou a terra. 4 A beleza morre, essa é a fonte da criação. Fora do círculo de árvores os cortesãos podiam ouvir o apelo da pomba que transmitia  a sua comum e inata tristeza.  Podiam ouvir, entre o sussurro dos salgueiros. Foi este o lamento do deus? Ouviram com atenção. E em breve todo o som era triste. 5 Não há outra imortalidade: Na primavera fria, abrem-se roxas...

Jacinto

Apaixonei-me por aquele  a quem um jacinto é mais querido Do que jamais serei querida. Nas noites em que os ratos do campo  saem das tocas, não consegue dormir: Ouve os seus finos dentes nos bulbos  dos seus jacintos. Mas não ouve o que devora  em meu coração. THE HARP-WEAVER AND OTHER POEMS  (1923) Edna St. Vincent Millay Selected Poems J. D. McClatchy editor | American Poets Project The Library of America © C opyright 2003 Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa