Quando Te Ausentas
Quando te ausentas o vento sopra a norte Os pintores trabalham ao longo do dia, mas ao pôr do sol a tinta escorre Mostrando quão negras as paredes são O relógio volta a marcar a mesma hora Tudo o que não tem lugar no tempo E à noite envolto na cama de cinzas Com um único sopro de respiração acordo É a hora em que as barbas dos mortos crescem Recordo que estou a sucumbir Que sou o motivo disso E as minhas palavras são o vestuário daquilo que nunca serei A manga arregaçada de um menino apenas com um braço W. S. Merwin poems | Poemhunter.com The World's Poetry Archive, 2004. Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa