Um País Mundano
Nem a suavidade, nem os relógios insanos na praça, o cheiro a estrume no canteiro municipal, não os tecidos, a troça taciturna do Tweety Bird, nem as novas tropas que precisavam de ser renovadas. Se isso ocorreu em tempo real, estava tudo bem, e se fosse o tempo de um romance tudo bem também. Do palácio ao casebre o grande desfile inundou a avenida e o atalho e os campos de nabos tornaram-se apenas mais uma estrada. Os restos de bombons foram atiradas às galinhas e aos gansos, que gritavam como os próprios idiotas. Não havia sossego na casa de banho, nem no armário de porcelana ou nos bancos, onde ninguém vinha fazer um depósito. Em suma, o inferno começou nessa tarde. À noite, tudo estava novamente calmo. Uma lua crescente pairava no céu como um papagaio no seu poleiro. Os convidados que partiam sorriam e gritavam: "Vejo-vos na igreja!". Pois a noite, como sempre, sabia o que estava a fazer, proporcionando sono para compensar a grande desordem que o dia de ...