Mulher-Bruxa
Ela não é rosada nem pálida,
E nunca será inteiramente minha;
Aprendeu as suas mãos num conto de fadas,
E a sua boca num dia de são valentim.
Ela tem mais cabelo do que necessita;
Ao sol é uma aflição para mim!
E a sua voz é um colar de contas coloridas,
Ou degraus que levam ao mar.
Ela ama-me em tudo o que pode,
E a seus caminhos por meus renuncia;
Mas não foi feita para qualquer homem,
E nunca será inteiramente minha.
RENASCENCE AND OTHER POEMS (1917)
Edna St. Vincent Millay Selected Poems
J. D. McClatchy editor | American Poets Project
The Library of America © Copyright 2003
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa
E nunca será inteiramente minha;
Aprendeu as suas mãos num conto de fadas,
E a sua boca num dia de são valentim.
Ela tem mais cabelo do que necessita;
Ao sol é uma aflição para mim!
E a sua voz é um colar de contas coloridas,
Ou degraus que levam ao mar.
Ela ama-me em tudo o que pode,
E a seus caminhos por meus renuncia;
Mas não foi feita para qualquer homem,
E nunca será inteiramente minha.
RENASCENCE AND OTHER POEMS (1917)
Edna St. Vincent Millay Selected Poems
J. D. McClatchy editor | American Poets Project
The Library of America © Copyright 2003
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa