O Noivado
Oh, vem, meu rapaz, ou vai, meu rapaz,
E se quiseres, ama-me.
Não vou ouvir a porta fechar-se
Nem a aldrava bater
Oh, traz-me presentes, pede-me presentes,
E se quiseres, casa-te comigo.
Faria de um homem uma boa esposa,
Sensível e calma.
E por que deveria ser fria, meu rapaz,
E por que deverias lamentar-te,
Porque amo uma cabeça escura
Que nunca será minha?
Poderia muito bem facilitar-te a vida
Como deitar-me sozinha na cama
E desperdiçar a noite desejando
Uma cabeça escura e cruel.
Tu também poderias chamar teu
Ao que nunca lhe pertencerá,
E um de nós seja feliz.
Há alguns a quem isso baste.
THE HARP-WEAVER AND OTHER POEMS (1923)
Edna St. Vincent Millay Selected Poems
J. D. McClatchy editor | American Poets Project
The Library of America © Copyright 2003
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa
E se quiseres, ama-me.
Não vou ouvir a porta fechar-se
Nem a aldrava bater
Oh, traz-me presentes, pede-me presentes,
E se quiseres, casa-te comigo.
Faria de um homem uma boa esposa,
Sensível e calma.
E por que deveria ser fria, meu rapaz,
E por que deverias lamentar-te,
Porque amo uma cabeça escura
Que nunca será minha?
Poderia muito bem facilitar-te a vida
Como deitar-me sozinha na cama
E desperdiçar a noite desejando
Uma cabeça escura e cruel.
Tu também poderias chamar teu
Ao que nunca lhe pertencerá,
E um de nós seja feliz.
Há alguns a quem isso baste.
THE HARP-WEAVER AND OTHER POEMS (1923)
Edna St. Vincent Millay Selected Poems
J. D. McClatchy editor | American Poets Project
The Library of America © Copyright 2003
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa