Helena

A Grécia inteira odeia
os olhos imóveis da alva face,
o lustre como de azeitonas 
onde permanece,
e as mãos brancas.

A Grécia inteira insulta
a pálida face quando sorri,
odeia mais profundamente
quando é mais lívida e branca,
lembrando encantamentos
e passadas desditas.

A Grécia olha indiferente,
a filha do Deus, do amor nascida,
a beleza dos pés frescos
e os joelhos mais finos,
poderia amar deveras a donzela,
se estivesse deitada, qual
freixo branco entre ciprestes fúnebres.




Heliodora (1924)
Collected Poems (1925)
H. D. Collected Poems 1912-1944
Edição de Louis L. Martz
New Directions Paperbook 661, 1986.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa 

Outros poemas

Memorando

Por Minha Própria Conta

Além de um tempo belicoso, trovejando

O Gueto

Dinosauria, Nós

Barba Azul

Insónia

Num Poema

Acordado, deitei-me nos braços do meu calor e ouvi