Noite

A noite rasgou
uma a uma
as pétalas, atou-as
de novo ao caule
em frágeis linhas;

sob um ritmo firme,
até as cascas quebrar,
até cada folha dobrar
separada do caule;

sob um ritmo grave,
até que todas folhas
por detrás se dobrem
até caírem por terra,
todas em pedaços.

Ó noite,
tomas as pétalas
das rosas em tua mão,
mas deixa a haste
da rosa
no ramo perecer.




Sea Garden (1916)
H. D. Collected Poems 1912-1944
Edição de Louis L. Martz
New Directions Paperbook 661, 1986.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa 

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