Objector de Consciência

Morrerei, mas isso é tudo que farei pela Morte.

Ouço-a conduzindo o seu cavalo para fora do estábulo; ouço o barulho no chão do celeiro.
Está com pressa;  tem negócios em Cuba, negócios nos Balcãs, muitos telefonemas para
       fazer esta manhã.
Mas segurarei o freio enquanto aperta a cilha.
E pode montar sozinha: não a ajudarei.

Embora bata em meus ombros com seu chicote, não lhe direi para que lado a
       raposa correu.
Com o casco no peito, não contarei onde o crioulo se esconde no
       pântano.
Morrerei, mas isso é tudo que farei pela Morte;   não estou em sua folha de pagamento.

Não lhe direi o paradeiro de meus amigos nem de meus inimigos.
Embora muito me prometa, não mapearei a rota para a porta de ninguém.

Serei um espião na terra dos vivos, para entregar os homens à morte?
Irmão, a senha e os planos de nossa cidade estão seguros comigo; nunca
       através de mim
Serás vencido.




WINE FROM THESE GRAPES (1934)
Edna St. Vincent Millay Selected Poems
J. D. McClatchy editor | American Poets Project
The Library of America © Copyright 2003
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa 

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