Prece

Branca, Ó branca face -
os dias desencantados
secam tanto a escura rosa
como  as baías de fogo:
não há dádiva em nossas mãos,
não há força para louvar,
apenas derrota e silêncio;
embora ergamos as mãos, desencantadas,
de pequena força, e não ergamos
o ramo de louro
ou a luz da tocha,
mas as vestes dobradas
em fechaduras rasgadas,
ainda te ouvimos, misericordiosa, e tocamos
a fronte, turva, ausente de orgulho e pensamento,
Senhora - junto a nós, vem!

Devolve o encanto à nossa vontade,
o pensamento; devolve a ferramenta,
o cinzel; uma vez que não forjamos
coisas indignas,
sandália e fecho de aço;
prata e aço, o casaco
com padrão de folha branca
no braço e na garganta:
prata e metal, martelados no cimo
do escudo e aro do capacete;
prata branca com o mais escuro malhado,
cinto, bastão e haste de lança mágica
com a faísca dourada na ponta e no punho.




Hymen (1921)
Collected Poems (1925)
H. D. Collected Poems 1912-1944
Edição de Louis L. Martz
New Directions Paperbook 661, 1986.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa  

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