Primavera Tardia
Não podemos resistir a todo esse ouro
Nem permanecer sob o ouro dos olmos
E os folheados salgueiros.
Não podemos manter as cabeças erectas
Sob esse pó dourado.
Não podemos permanecer de pé
Onde os envoltórios para a fruta
Soltam pétalas quentes-radiantes-leves
De cada ramo.
Não podemos ver:
o cornizio quebra - branco -
A pereira foi desnudada -
A maçã é uma chama vermelha -
O pêssego já secou as próprias folhas -
A ameixeira selvagem elegante se perfila.
Uncollected and Unpublished Poems (1912-44)
H. D. Collected Poems 1912-1944
Edição de Louis L. Martz
New Directions Paperbook 661, 1986.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa
Nem permanecer sob o ouro dos olmos
E os folheados salgueiros.
Não podemos manter as cabeças erectas
Sob esse pó dourado.
Não podemos permanecer de pé
Onde os envoltórios para a fruta
Soltam pétalas quentes-radiantes-leves
De cada ramo.
Não podemos ver:
o cornizio quebra - branco -
A pereira foi desnudada -
A maçã é uma chama vermelha -
O pêssego já secou as próprias folhas -
A ameixeira selvagem elegante se perfila.
Uncollected and Unpublished Poems (1912-44)
H. D. Collected Poems 1912-1944
Edição de Louis L. Martz
New Directions Paperbook 661, 1986.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa