Que o Fruto Nunca Seja Colhido
Nunca, nunca o fruto pode ser arrancado do ramo
E em caixas loteado.
Aquele que come do amor deve comê-lo onde está pendurado.
Embora os ramos se dobrem como juncos,
Embora a fruta madura salpique a relva ou enrugue a árvore,
Aquele que come do amor não pode levar consigo
Senão o que sua barriga pode tolerar
Nada no avental,
Nada nos bolsos.
Nunca, nunca o fruto pode ser colhido do ramo
E em caixas loteado.
O inverno do amor é um porão de caixas vazias,
Num pomar que amolece com podridão.
THE HARP-WEAVER AND OTHER POEMS (1923)
Edna St. Vincent Millay Selected Poems
J. D. McClatchy editor | American Poets Project
The Library of America © Copyright 2003
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa
E em caixas loteado.
Aquele que come do amor deve comê-lo onde está pendurado.
Embora os ramos se dobrem como juncos,
Embora a fruta madura salpique a relva ou enrugue a árvore,
Aquele que come do amor não pode levar consigo
Senão o que sua barriga pode tolerar
Nada no avental,
Nada nos bolsos.
Nunca, nunca o fruto pode ser colhido do ramo
E em caixas loteado.
O inverno do amor é um porão de caixas vazias,
Num pomar que amolece com podridão.
THE HARP-WEAVER AND OTHER POEMS (1923)
Edna St. Vincent Millay Selected Poems
J. D. McClatchy editor | American Poets Project
The Library of America © Copyright 2003
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa