Se eu morrer solvente - morrer, quer dizer
Se eu morrer solvente - morrer, quer dizer,
Em plena posse das minhas faculdades,
Nada tendo feito para manter os lobos afastados
Nesta escura floresta - até que todos fossem banidos -
Inteligência, coragem, honra, orgulho, oblívio
Do globo ocular vermelho e do dente amarelo;
Nem suar, nem uivar, nem escapar correndo
Quando a Morte calidamente paira sobre mim;
Será que em minhas puras mãos transporto
O que não tem poderes de ser derramado
Até meu sangue derramar e endurecer no ar:
Um graal de barro, um humilde vaso cheio
Até à borda com a água dessa margem extrema
Onde beber aprenderam Shakespeare, Keats, Chaucer.
MINE THE HARVEST (1954)
Edna St. Vincent Millay Selected Poems
J. D. McClatchy editor | American Poets Project
The Library of America © Copyright 2003
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa
Em plena posse das minhas faculdades,
Nada tendo feito para manter os lobos afastados
Nesta escura floresta - até que todos fossem banidos -
Inteligência, coragem, honra, orgulho, oblívio
Do globo ocular vermelho e do dente amarelo;
Nem suar, nem uivar, nem escapar correndo
Quando a Morte calidamente paira sobre mim;
Será que em minhas puras mãos transporto
O que não tem poderes de ser derramado
Até meu sangue derramar e endurecer no ar:
Um graal de barro, um humilde vaso cheio
Até à borda com a água dessa margem extrema
Onde beber aprenderam Shakespeare, Keats, Chaucer.
MINE THE HARVEST (1954)
Edna St. Vincent Millay Selected Poems
J. D. McClatchy editor | American Poets Project
The Library of America © Copyright 2003
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa