Tarde

 A luz passa
de cume em cume,
de flor em flor -
as hepáticas, espalhadas
sob a luz
desmaiam -
as pétalas mergulham dentro,
as pontas azuis apontam
rumo ao mais azul coração 
e as flores se perdem.

Os botões de corniso são brancos,
mas as sombras soltam-se
de suas raízes -
o preto rasteia raiz a raiz,
cada folha
fere na relva outra folha,
sombras buscam sombras,
então ambas as folhas
e sombras de folhas se perdem.




Sea Garden (1916)
Collected Poems (1925)
H. D. Collected Poems 1912-1944
Edição de Louis L. Martz
New Directions Paperbook 661, 1986.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa

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