Valentim
Oh, que cidade brilhante era a Morte
Despertou-te nela, e cortou a tua respiração,
Meu amor enterrado; e tudo aquilo que eras,
Capturado e acarinhado, aí estava.
Essas sinistras janelas por ninguém amadas
Brilhariam como se iluminassem o sol.
Acordei no Céu, o nome mais gentil de Morte,
E em baixo num doce gesto veio
Do teu peito frio a tua rígida mão,
E o Céu seria a minha terra natal.
Mas não estás em lugar algum: partiste
Em todas as estradas para o Oblívio.
Para onde iria debandar, daí então
WINE FROM THESE GRAPES (1934)
Edna St. Vincent Millay Selected Poems
J. D. McClatchy editor | American Poets Project
The Library of America © Copyright 2003
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa
Despertou-te nela, e cortou a tua respiração,
Meu amor enterrado; e tudo aquilo que eras,
Capturado e acarinhado, aí estava.
Essas sinistras janelas por ninguém amadas
Brilhariam como se iluminassem o sol.
Acordei no Céu, o nome mais gentil de Morte,
E em baixo num doce gesto veio
Do teu peito frio a tua rígida mão,
E o Céu seria a minha terra natal.
Mas não estás em lugar algum: partiste
Em todas as estradas para o Oblívio.
Para onde iria debandar, daí então
WINE FROM THESE GRAPES (1934)
Edna St. Vincent Millay Selected Poems
J. D. McClatchy editor | American Poets Project
The Library of America © Copyright 2003
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa