Violeta do Mar

A violeta branca
é perfumada em seu caule,
a violeta do mar
frágil como a ágata,
está de frente para o vento
entre as conchas rasgadas
no banco de areia.

As maiores violetas azuis
esvoaçam pela colina,
mas quem trocaria por estas
quem trocaria por estas
uma raiz de caule branco?

Violeta
o teu caule é frágil
na beira do monte de areia,
mas capturas a luz -
geada, em teu fogo aviva-se uma estrela.




Sea Garden (1916)
Collected Poems (1925)
H. D. Collected Poems 1912-1944
Edição de Louis L. Martz
New Directions Paperbook 661, 1986.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa 

Outros poemas

Memorando

Por Minha Própria Conta

Além de um tempo belicoso, trovejando

O Gueto

Dinosauria, Nós

Barba Azul

Insónia

Num Poema

Acordado, deitei-me nos braços do meu calor e ouvi