Vou descrever o Caos em catorze linhas
Vou descrever o Caos em catorze linhas
E mantê-lo aí; depois deixo que escape
Se tiver sorte; deixo que dê cambalhotas e imite
Inundação, fogo e demónio - seus hábeis desígnios
Irá esforçar-se em vão dentro dos estritos limites
Desta doce Ordem, onde, em piedosa violação,
Mantenho a sua essência e amorfa forma,
Até que com a Ordem acasale e se confunda.
Passadas são horas, anos, da nossa prisão,
A sua arrogância, a nossa terrível servidão:
pertence-me. Não é mais nem menos do
Que algo simples que foge à compreensão;
Não vou sequer forçá-lo a confessar;
Ou responder. Vou apenas fazê-lo bom.
MINE THE HARVEST (1954)
Edna St. Vincent Millay Selected Poems
J. D. McClatchy editor | American Poets Project
The Library of America © Copyright 2003
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa
E mantê-lo aí; depois deixo que escape
Se tiver sorte; deixo que dê cambalhotas e imite
Inundação, fogo e demónio - seus hábeis desígnios
Irá esforçar-se em vão dentro dos estritos limites
Desta doce Ordem, onde, em piedosa violação,
Mantenho a sua essência e amorfa forma,
Até que com a Ordem acasale e se confunda.
Passadas são horas, anos, da nossa prisão,
A sua arrogância, a nossa terrível servidão:
pertence-me. Não é mais nem menos do
Que algo simples que foge à compreensão;
Não vou sequer forçá-lo a confessar;
Ou responder. Vou apenas fazê-lo bom.
MINE THE HARVEST (1954)
Edna St. Vincent Millay Selected Poems
J. D. McClatchy editor | American Poets Project
The Library of America © Copyright 2003
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa