Sozinho com Toda a Gente
a carne cobre o osso
aí colocam uma mente
e
às vezes uma alma,
e as mulheres quebram
vasos contra as paredes
e os homens bebem
demasiado
e ninguém encontra a
alma gémea
mas continua
a procurar
rastejando dentro e fora
de camas.
a carne cobre o osso e a
carne procura mais que
a carne.
não há de todo
saída:
estamos armadilhados
por um destino
singular.
Ninguém alguma vez encontra
a alma gémea.
as lixeiras da cidade enchem-se
os ferros-velhos enchem-se
os hospícios enchem-se
os hospitais enchem-se
os cemitérios enchem-se
nada mais
se enche.
Charles Bukowski poems | Poemhunter.com
The World's Poetry Archive, 2004.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa