Estou a Necessitar de Música
Estou a necessitar de uma música que flua
Sobre os meus dedos inquietos, sensíveis,
Sobre os meus lábios trémulos, pintados de amargura,
Com uma melodia, clara, profunda, vagarosa e líquida.
Oh, um embalo que cure, antigo, quase inaudível
De alguma canção que acalme os mortos exaustos,
Uma canção para cair como água sobre a minha cabeça,
E os membros trémulos, um sonho corado que brilhe!
Existe uma magia fabricada pela melodia:
Um tempo de descanso, respiração tranquila e frescura
Um coração, que se afunda através de cores esbatidas, cavadas
Até à quietude submersa do mar,
E que sempre flutua num lago verde-lua,
Guardado nos braços do ritmo e do sono.
Elizabeth Bishop poems | Poemhunter.com
The World's Poetry Archive, 2004.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa
Sobre os meus dedos inquietos, sensíveis,
Sobre os meus lábios trémulos, pintados de amargura,
Com uma melodia, clara, profunda, vagarosa e líquida.
Oh, um embalo que cure, antigo, quase inaudível
De alguma canção que acalme os mortos exaustos,
Uma canção para cair como água sobre a minha cabeça,
E os membros trémulos, um sonho corado que brilhe!
Existe uma magia fabricada pela melodia:
Um tempo de descanso, respiração tranquila e frescura
Um coração, que se afunda através de cores esbatidas, cavadas
Até à quietude submersa do mar,
E que sempre flutua num lago verde-lua,
Guardado nos braços do ritmo e do sono.
Elizabeth Bishop poems | Poemhunter.com
The World's Poetry Archive, 2004.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa