Olha, estrangeiro, para esta ilha agora

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Olha, estrangeiro, para esta ilha agora
A luz saltitante descobres para teu deleite,
Aqui permanece
E em silêncio fica,
Que pelos canais do ouvido
Podes vagar como um rio
Na oscilação do mar.

Aqui na pausa final do pequeno campo
Onde na espuma cai a parede de cal, e suas altas saliências
Se opõem à bravura
E ressaca da maré,
E os seixos correm levados pela
rebentação, e as gaivotas se abrigam
Por um momento em seu penhasco.

Longe como sementes flutuantes os navios
Divergem em urgentes tarefas voluntárias;
E toda a visão completa 
Podem em verdade penetrar
E mover-se na memória como agora fazem estas nuvens,
Que atravessam o espelho do porto
E durante todo o verão passeiam pela água.


Novembro de 1935




W. H. Auden | Selected Poems, New Version
Editado por Edward Mendelsen
Vintage Books, Random House, 1979.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa 

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