À Sorte
Nas cartas e na curva da estrada
nunca te avistámos
no útero e no fogo cruzado
nos números
o que quer que tenhas em mão
onde tudo se encontrava
disseram-nos para nunca por
a nossa fé em ti
e a ti com humildade nos curvar
porque afinal nada havia
tudo poderíamos fazer
mas nunca acreditar em ti
ainda assim podemos seduzir
nunca te avistámos
no útero e no fogo cruzado
nos números
o que quer que tenhas em mão
onde tudo se encontrava
disseram-nos para nunca por
a nossa fé em ti
e a ti com humildade nos curvar
porque afinal nada havia
tudo poderíamos fazer
mas nunca acreditar em ti
ainda assim podemos seduzir
-te com pedras
mantidas quentes na mão
ou moedas ou relíquias
de animais desaparecidos
observâncias de rituais
não vinculados por ti
que não fazes promessas
poderíamos fazer somente essas coisas
para não te minimizar
e o teu desagrado arriscar
oh tu que nunca és a mesma
que secreta és como o dia em que chegas
tu a quem tudo explicamos
tanto quanto podemos
e sem que o entendamos
W. S. Merwin poems | Poemhunter.com
The World's Poetry Archive, 2004.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa
mantidas quentes na mão
ou moedas ou relíquias
de animais desaparecidos
observâncias de rituais
não vinculados por ti
que não fazes promessas
poderíamos fazer somente essas coisas
para não te minimizar
e o teu desagrado arriscar
oh tu que nunca és a mesma
que secreta és como o dia em que chegas
tu a quem tudo explicamos
tanto quanto podemos
e sem que o entendamos
W. S. Merwin poems | Poemhunter.com
The World's Poetry Archive, 2004.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa