Aves Costeiras
Enquanto penso nelas, estão a rarear
após as distâncias que percorreram
todo o caminho até o fim pela primeira vez
seguindo o rasto de uma memória inexistente
até à hora brusca em que a recordaram
essa hora súbita em que já era tarde
e de novo em silêncio silêncio o branco era de novo
branco em seu redor então ergueram-se em coro
numa única nota cada uma entre elas sozinha
entre a atração da lua e o zumbido
da terra abaixo delas as cortinas de vidro
continuaram a cair em seu redor enquanto voavam
em busca do seu lugar antes que estivessem
em outro lugar e as tempestades cirandassem
assim voaram entre os lugares com torres
e passaram pelas luzes da torre onde algumas
desapareceram com as longas pernas para vadear
na sombra e outras capturadas ficaram em terras
de redes e em terras de tílias algumas presas e
depois em terras de armas à primeira luz poucas
após as distâncias que percorreram
todo o caminho até o fim pela primeira vez
seguindo o rasto de uma memória inexistente
até à hora brusca em que a recordaram
essa hora súbita em que já era tarde
e de novo em silêncio silêncio o branco era de novo
branco em seu redor então ergueram-se em coro
numa única nota cada uma entre elas sozinha
entre a atração da lua e o zumbido
da terra abaixo delas as cortinas de vidro
continuaram a cair em seu redor enquanto voavam
em busca do seu lugar antes que estivessem
em outro lugar e as tempestades cirandassem
assim voaram entre os lugares com torres
e passaram pelas luzes da torre onde algumas
desapareceram com as longas pernas para vadear
na sombra e outras capturadas ficaram em terras
de redes e em terras de tílias algumas presas e
depois em terras de armas à primeira luz poucas
delas que me lembre aqui estariam para saudar
a luz do fim de verão quando a encontraram
brincando na areia molhada com a escuridão
W. S. Merwin poems | Poemhunter.com
The World's Poetry Archive, 2004.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa
brincando na areia molhada com a escuridão
W. S. Merwin poems | Poemhunter.com
The World's Poetry Archive, 2004.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa
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A quebra de linhas entre versos difere do original. (NdT)