Mão Sombria
Duporte o carpinteiro aquela voz calma
as mãos seguras a suavizar azulejos gastos
para novas gerações ou
metade dele subindo por um telhado
como algum espírito do mar por uma onda
para transformar telhas em escamas de peixe
que iriam nadar na chuva Duporte
que parecia suavizar argumentos ao
escutá-los e a quem mandavam chamar
quando um osso se quebrava ou quando
tinham um porco para matar
sendo pela maneira que o fazia
ontem depois de todos esses anos
soube que tinha cegado de repente
ainda estando na casa dos sessenta
e morreu rapidamente em seguida
enquanto estava fora e nunca soube
e parecia que tinha acabado de
acontecer e não havia muito tempo
que parámos na estrada a conversar
sobre corujas com ninhos em chaminés
dentro do escuro em casas vazias
W. S. Merwin poems | Poemhunter.com
The World's Poetry Archive, 2004.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa
as mãos seguras a suavizar azulejos gastos
para novas gerações ou
metade dele subindo por um telhado
como algum espírito do mar por uma onda
para transformar telhas em escamas de peixe
que iriam nadar na chuva Duporte
que parecia suavizar argumentos ao
escutá-los e a quem mandavam chamar
quando um osso se quebrava ou quando
tinham um porco para matar
sendo pela maneira que o fazia
ontem depois de todos esses anos
soube que tinha cegado de repente
ainda estando na casa dos sessenta
e morreu rapidamente em seguida
enquanto estava fora e nunca soube
e parecia que tinha acabado de
acontecer e não havia muito tempo
que parámos na estrada a conversar
sobre corujas com ninhos em chaminés
dentro do escuro em casas vazias
W. S. Merwin poems | Poemhunter.com
The World's Poetry Archive, 2004.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa