A Dor de Circe

No fim, dei-me
A conhecer a tua mulher como
Um deus seria, em sua própria casa, em
Ítaca, uma voz
Sem corpo: ela
Fez uma pausa em sua tecelagem, virando a cabeça
Primeiro à direita, depois à esquerda
Embora fosse impossível, é claro
Mapear esse som a partir de qualquer
Fonte objetiva: duvido que
Ela regresse ao seu tear
Com o que agora sabe. Quando
a vires de novo, diz-lhe que
É assim que um deus se despede:
Se ficar na sua cabeça para sempre
Estarei para sempre em sua vida.




Louise Glück poems | Poemhunter.com 
The World's Poetry Archive, 2004.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa 

Outros poemas

Memorando

Por Minha Própria Conta

Além de um tempo belicoso, trovejando

O Gueto

Dinosauria, Nós

Barba Azul

Insónia

Num Poema

Acordado, deitei-me nos braços do meu calor e ouvi