A Íris Selvagem
havia uma porta.
Ouve-me: aquilo a que chamas morte,
eu lembro-me.
Por cima da cabeça, ruídos, movimentos
dos ramos de pinho.
Depois nada. O sol fraco cintilou
sobre a superfície seca.
É terrível sobreviver
como consciência
enterrada na terra escura.
Depois acabou: aquilo que temes, sendo
uma alma e incapaz de falar,
terminando abruptamente, a terra dura
cedendo um pouco. E o que imaginei ser
pássaros voando em arbustos baixos.
Tu que não lembras
a passagem do outro mundo.
Digo-te que poderia falar de novo: o que quer
que regresse do Esquecimento regressa
para encontrar uma voz:
Do centro da minha vida veio
uma grande fonte, sombras azuis profundas
na água do mar azul.
Louise Glück poems | Poemhunter.com
The World's Poetry Archive, 2004.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa
Ouve-me: aquilo a que chamas morte,
eu lembro-me.
Por cima da cabeça, ruídos, movimentos
dos ramos de pinho.
Depois nada. O sol fraco cintilou
sobre a superfície seca.
É terrível sobreviver
como consciência
enterrada na terra escura.
Depois acabou: aquilo que temes, sendo
uma alma e incapaz de falar,
terminando abruptamente, a terra dura
cedendo um pouco. E o que imaginei ser
pássaros voando em arbustos baixos.
Tu que não lembras
a passagem do outro mundo.
Digo-te que poderia falar de novo: o que quer
que regresse do Esquecimento regressa
para encontrar uma voz:
Do centro da minha vida veio
uma grande fonte, sombras azuis profundas
na água do mar azul.
Louise Glück poems | Poemhunter.com
The World's Poetry Archive, 2004.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa