Cana

O que posso dizer que não saibas,
que te vai fazer tremer de novo? 

Forsítia
na beira da estrada, por
rochas molhadas, nos aterros
com jacinto debaixo - 

Por dez anos fui feliz.
Estavas lá; em certo sentido,
estiveste sempre comigo, a casa, o jardim
constantemente iluminado,
não com luzes como temos no céu
mas com aqueles emblemas de luz
que são mais poderosos, sendo
implicitamente alguma terrena
coisa transformada - 

E tudo desapareceu,
reabsorvido no impassível processo. Então
o que veremos,
agora que as tochas áureas se tornaram
ramos verdes?




Louise Glück poems | Poemhunter.com 
The World's Poetry Archive, 2004.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa 

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