Fim de Inverno
acordando solitário entre galhos negros.
Querias nascer; deixei-te nascer.
Quando é que a minha tristeza alcançou
o caminho do teu prazer?
Mergulhando à frente
na escuridão e na luz ao mesmo tempo
ansiando por sensação
como se fosses algo de novo, querendo
exprimir-te a ti mesmo?
Todo o brilho, toda a vivacidade
nunca pensando
que isso teria o seu custo;
nunca imaginando o som da minha voz
como algo, excepto algo de ti -
Nunca isso ouvirás no outro mundo,
tão claro novamente;
o canto do pássaro ou o grito humano,
não o som claro, somente
O eco persistente
Em todo o som, que significa adeus, adeus -
a única linha contínua
que une uns e outros.
Louise Glück poems | Poemhunter.com
The World's Poetry Archive, 2004.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa