O Jardim

O jardim admira-te.
Para o teu bem, mancha-se com pigmento verde,
Os vermelhos extáticos das rosas,
Para que venhas com os teus amantes. 

E os salgueiros -
Vê como moldaram essas verdes
Tendas de silêncio. Porém,
Ainda há algo de que precisas,
O teu corpo tão macio, tão vivo, entre os animais de pedra. 

Admite que é terrível ser como eles,
Para além do mal.




Louise Glück poems | Poemhunter.com 
The World's Poetry Archive, 2004.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa 

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