O Medo do Funeral
No campo vazio, pela manhã,
o corpo espera ser reclamado.
O espírito senta-se ao lado, numa pequena rocha -
nada vem para lhe dar de novo forma.
Penso na solidão do corpo.
À noite, caminhando no campo talhado,
a sombra curvada firme em redor.
Tal longa jornada.
E já as luzes remotas e trémulas da aldeia
não param enquanto examinam as linhas.
Tão distantes parecem,
as portas de madeira, o pão e o leite
como pesos dispostos sobre a mesa.
Louise Glück poems | Poemhunter.com
The World's Poetry Archive, 2004.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa