O Pássaro Forneiro

Há um cantor que toda a gente já sabe ouvir,
Alto, um pássaro no meio do verão e da floresta,
Que faz ressoar os sólidos troncos das árvores.
Diz que as folhas são velhas e que para as flores
O pico do verão é para a primavera como um a dez.
Diz que a queda precoce das pétalas já passou
E as flores da pêra e cerejeira caíram com a chuva
Em dias solarengos, um momento nublado;
E vem essa outra queda a que se chama a queda.
Diz que a poeira da estrada está em toda a parte.
O pássaro acabaria e seria como outros pássaros
Sabendo que ao cantar não estaria cantando.
A questão que trata em tudo excepto em palavras
É o que fazer de algo que é feito diminuto.




Complete Poems of Robert Frost
Holt, Rinehart and Winston, 1964.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa 




___
Adaptação do poema a verso livre. (NdT)

Outros poemas

Memorando

Por Minha Própria Conta

Além de um tempo belicoso, trovejando

O Gueto

Dinosauria, Nós

Barba Azul

Insónia

Num Poema

Acordado, deitei-me nos braços do meu calor e ouvi