O Poder de Circe
Nunca transformei ninguém em porco.
Algumas pessoas são porcos;
Eu faço-os
parecerem porcos.
Estou cansada do seu mundo que
Permite que o exterior disfarce o interior. Os seus homens não eram homens maus;
Uma vida indisciplinada
Foi isso que aconteceu. Como porcos,
Sob os meus cuidados
e de minhas senhoras,
Num momento amansaram.
Então inverti o feitiço, mostrando a minha bondade
Assim como o meu poder. Vi que
Poderíamos ser felizes aqui,
Como são os homens e as mulheres
Quando as suas necessidades são simples. Ao mesmo tempo,
Previ a tua partida,
Os teus homens com a minha ajuda enfrentando
O mar gritante e que bate forte. Pensas
Que algumas lágrimas me incomodam? Meu amigo,
Cada feiticeira é
pragmática de coração; não vê a essência quem não consegue
Enfrentar o limite. Se apenas quisesse abraçar-te
Poderia manter-te em cativeiro.
Louise Glück poems | Poemhunter.com
The World's Poetry Archive, 2004.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa