O Tormento de Circe

Arrependo-me amargamente
Dos anos em que te amei em
Presença e ausência, lamento
A lei, a vocação
Que me proíbem de te manter, o mar
Uma folha de vidro, o bronzeado do sol,
A beleza dos navios gregos: como
Poderia ter poder se
não tinha o desejo
De te transformar: assim como
Amaste o meu corpo,
Assim como nele encontraste
A paixão que erguemos sobre
Todas outras dádivas, naquele único momento
Mais de honra e de esperança, mais de
Lealdade, em nome desse apego
Nego-te
Tal sentimento pela tua mulher
Que te irá deixar
Permanecer com ela, recuso-te
A que durmas de novo comigo
Se não é minha a tua pertença.




Louise Glück poems | Poemhunter.com 
The World's Poetry Archive, 2004.
Versão Portuguesa © LuísaVinuesa

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