Poema

No início da noite, nesse momento, quando o homem se curva
sobre a escrivaninha.
Lentamente, ergue a cabeça; uma mulher
aparece, carregando rosas.
O seu rosto flutua na superfície do espelho,
marcado com raios verdes de hastes de rosa. 

É uma forma
de sofrimento: sempre a página transparente
erguida para a janela até que surjam 
as suas veias
como palavras finalmente enchidas com tinta. 

E é suposto que entenda
o que os faz estar juntos
ou como a casa cinzenta se mantém firme no lugar ao anoitecer 

porque devo entrar nas suas vidas:
é primavera, a pereira 
velando com fracas flores brancas.




Louise Glück poems | Poemhunter.com 
The World's Poetry Archive, 2004.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa 

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