À Beleza

 Adorar

No altar da Beleza,

Sentir a sua beleza e dor,

Emocionar-se

Com a maravilha da sua bela lua

Ou as espadas afiadas e rápidas de prata

Da chuva que cai.


Passear num jardim dourado

Quando um sol de Outono

Está quase pronto,

Quando o esplendor roxo da quase noite

Brilha numa rede estrelada.

Adorar

No altar da Beleza

É um prazer divino,

Não dado a muitos, muitos,

Mas aos loucos

Que bebem o vinho da Beleza.

Não dado a muitos, muitos,

Mas aos loucos

Que não procuram outra deusa

Nem as uvas

Arrancadas a outra

Videira.




The Collected Poems of Langston Hughes

Arnold Rampersard Editor | David Roessel Associated Editor

Vintage Books, Random House, 1994.

Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa 

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