Aço e Ar
E agora não me consigo lembrar de como teria
conseguido. Não é um canal (confluência?), mas um lugar.
O lugar, de movimento e uma ordem.
O lugar da velha ordem.
Mas o final do movimento é novo.
Levando-nos a dizer o que estamos a pensar.
Afinal, é muito semelhante a uma praia, onde estás
e pensas em não seguir mais longe.
E é bom quando não chegas mais longe.
É como um pretexto que te agarra e
te coloca onde sempre quiseste estar.
Até aqui é justo estar a ficar irritado, ter irritado.
Assim não há promessa no outro.
Aqui está. Aço e ar, uma presença manchada,
pequena panaceia
e sorte para nós.
E depois tudo ficou bem.
John Ashbery poems | Poemhunter.com
The World's Poetry Archive, 2012.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa