Viajando em Círculos
Que nome tenho para ti?
Certamente não há um nome para ti
No sentido em que as estrelas têm nomes
Que de certa forma se lhes ajustam. Andando apenas por aí,
Um objeto de curiosidade para alguns,
Mas estás muito preocupado
Com a mancha secreta no fundo da tua alma
Para falar demasiado e deambular por aí,
Sorrindo para si mesmo e para os outros.
Chega a ser um pouco solitário
E desmotivador em simultâneo.
Prejudicial, como de novo entendes
Que o caminho mais longo é o mais eficiente,
Aquele que serpenteava entre as ilhas, e
Parecia estar sempre a viajar em círculo.
E agora que o fim está próximo
Os segmentos da viagem abrem-se como uma laranja.
Ali há luz, mistério e comida.
Vem ver.
Vem não por mim, mas por isso.
E se ainda aí estiver, concede que nos possamos ver.
John Ashbery poems | Poemhunter.com
The World's Poetry Archive, 2012.
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa