O Mês Passado

Nenhuma alteração a ter em conta - apenas

Manchas cinzentas, aqui onde caía a luz do sol.

A casa parece mais pesada

Agora que se foram embora.

Na verdade, esvaziou em tempo recorde.

Quando a secretária plana costumava resultar

Um fósforo desaparece lentamente na noite.

A academia do futuro está

A abrir as suas portas e a desejar que

A luz solar infrutífera flua para as cúpulas,

As cadeiras amontoadas de livros e papéis.


O que era calmo tornou-se assustadiço este mês

Confirmando a qualidade de que,

Um valor intemporal, mudou de mãos.

E poderias ter um novo conjunto de pingue-pongue

Para o automóvel e uma garagem, mas o ladrão

Roubou tudo como se fosse um milagre.

No seu livro havia apenas uma imagem de traição

E no jardim, gritos e cores.




John Ashbery poems | Poemhunter.com 

The World's Poetry Archive, 2012.

Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa 

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