A Glória cai

A glória cai à nossa volta

enquanto soluçamos

um canto fúnebre de

desolação na Cruz

e o ódio é o lastro da

rocha

que está sobre os nossos pescoços

e sob os pés.

Tecemos

mantos de seda

e cobrimos a nossa nudez

com tapeçarias.

Ao rastejarmos

no chão obscuro deste planeta

voamos além dos

pássaros e

através das nuvens

e afastamos os nossos caminhos do ódio

e desespero cego e

brindamos com horror

os nossos irmãos e alegria as nossas irmãs.

Crescemos apesar

do horror que alimentamos

por conta própria

amanhã.

Crescemos.




Maya Angelou poems | Poemhunter

The World's Poetry Archive, 2012.

Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa.

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