O Veado na Neve
Céu branco, sobre as cicutas curvadas pela neve,
Será que viste no início da noite o veado com chifres e a sua corça
Parados no pomar de macieiras? Eu vi-os. Vi-os de súbito,
As caudas erguidas, encantadores e lentos saltando alto,
Sobre a parede de pedra na floresta de cicutas curvadas na neve.
Agora ele aqui jaz, o seu sangue selvagem escaldando a neve.
Estranha coisa é a morte, trazendo de joelhos, e pelos chifres
O veado na neve.
Esteanha coisa é a morte - a uma milha de distância, talvez,
Sob as cicutas pesadas que com a passagem das horas
Se fazem mais leves, deixando cair uma plumagem de neve...
A vida, que olha atenta dos olhos da corça.
THE BUCK IN THE SNOW (1928)
Edna St. Vincent Millay Selected Poems
J. D. McClatchy editor | American Poets Project
The Library of America © Copyright 2003
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa
Será que viste no início da noite o veado com chifres e a sua corça
Parados no pomar de macieiras? Eu vi-os. Vi-os de súbito,
As caudas erguidas, encantadores e lentos saltando alto,
Sobre a parede de pedra na floresta de cicutas curvadas na neve.
Agora ele aqui jaz, o seu sangue selvagem escaldando a neve.
Estranha coisa é a morte, trazendo de joelhos, e pelos chifres
O veado na neve.
Esteanha coisa é a morte - a uma milha de distância, talvez,
Sob as cicutas pesadas que com a passagem das horas
Se fazem mais leves, deixando cair uma plumagem de neve...
A vida, que olha atenta dos olhos da corça.
THE BUCK IN THE SNOW (1928)
Edna St. Vincent Millay Selected Poems
J. D. McClatchy editor | American Poets Project
The Library of America © Copyright 2003
Versão Portuguesa © Luísa Vinuesa